segunda-feira, 6 de junho de 2011

Festival de Jazz do Capão 2011

Músicas, passeios e atividades culturais

por Orisa Gomes

Cachoeira da Fumaça 380 m de queda livre a maior do mundo


Ao contrário das festas de grandes centros urbanos, o Festival de Jazz do Capão não seleciona por altos preços de ingressos; os shows são gratuitos e em praça pública, mas para ir é preciso gostar.

Não apenas ou exatamente de jazz, mas de todo um contexto cultural. É preciso gostar da Chapada, aliás, é preciso ser louco pela Chapada, o que não é nada difícil, mesmo para quem ainda não esteve por lá. É preciso gostar de um clima místico e envolvente que deixa a pessoa mais leve à medida que a paisagem muda.

Estrada de acesso ao capão

É preciso gostar de trilhas, já ter ouvido algum amigo falar bem da pizza na pedra e morrer de vontade de experimentar. Mas claro, é também preciso gostar de jazz e seu jeito expressivo, livre e irreverente de ser. E se não se conhece muito ou quase nada do estilo, como é o meu caso, é necessário ao menos gostar de música e ter interesse em descobrir mais e mais sobre ela.

Paisagem no caminho para a cachoeira da fumaça

Porque não é sem razão que se põe o “pé no asfalto” até Palmeiras e depois na estrada esburacada de 21 quilômetros, que dá acesso ao vilarejo, com o sorriso estampado na cara certo de que o gasto com a manutenção do carro, indispensável no retorno, já terá sido compensado com uma experiência mágica e peculiar. Ah, o Vale do Capão... sem dúvida, o canto onde a vida tem mais encanto.

Em segunda edição, o evento ocorreu no último final de semana, sexta (11/02) e sábado (12/02). Duas noites de música instrumental, diversidade de estilos, artistas e regiões, além de workshops durante o dia.

Ivan Lins tocou no ultimo dia das 11h00 à 01h00 da madruga e a sensação era de que foi três horas


Nos dois palcos houve espaço suficiente para passagem de grupos locais a importantes nomes nacionais como Naná Vasconcelos, que alguém definiu para mim como “a banda de um homem só”, e Ivan Lins, que em clima super alto astral cantou e tocou por cerca de duas e encerrou as apresentações com chave de ouro, por volta das 01h30m.

Naná Vasconvelos o maior percussionista do mundo a banda de um homem só

Por sinal, tempo muito cedo para dormir, quando se está vivendo o êxtase da euforia. E por que não ver o sol raiar ao som do batuque do samba, com o calor do forró pé de serra ou a paz do reggae? No Capão tem espaço pra tudo e foi assim que aconteceu.


Fonte: Blog da Feira

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