sábado, 1 de outubro de 2011

A poesia é o modo mais sagrado e mais estranho de achegar-se a Deus.
É a gota d'agua viva, necessáriapro viver.
É o rejuvenescer da floresta numa manhã de outono, é deixar se banhar, pelos filetes de raios de sol teimosos por entre as folhas, caídas onde o verso ampara e sustenta o sopro suave da brisa do pensamento.
È tentar traduzir-se, numa imersão d'alma.
A poesia é essa incompreensão onde todos dizem algo, mas ninguém é capaz de discernir o que realmente é a poesia, pois o sentir do viver é por si só uma grata poesia.
É um resto de mim, em vários pedaços de Eus, tácitos, confusos, alertos despertos, nuns ajuntados de mins.É o invento da filologia, que nem Freud, Newton ou Shakespeare, seriam capazes de nutrir as mentes "perguntantes" pois nem mesmo eles, poderiam explicitamente dizer, o que é a poesia.
È um fardo leve, nos pesados caprichos das palavras soltas, que prendem a atenção de quem pratica a poesia.
Tentem compreender um poeta, e juntem-se ás filas dos que almejam uma vaga nos manicômios.

Carlos Silva - Um resto de toco queimado, um taco de verso emanado, um vate num verso narrado, um escrevedor misturante das palavras, um filólogo amatutado, formado na escola da vida, diplomado nas esquinas, entre putas, bêbados e loucos boêmios a ávidos por viver a bendita poesia.











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